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domingo, 5 de julho de 2015

Impulsos da Hierarquia

IMPULSOS DA HIERARQUIA

Muito se fala sobre os obstáculos, mas pouco uso se faz deles. A compreensão do uso dos obstáculos dá alegria ao trabalho, mas no momento em que aparece um obstáculo, as pessoas começam a ocupar-se com suas sensações, esquecendo-se da vantagem que se criou para elas.

 As pessoas preferem que tudo seja feito da maneira comum, por meio de velhas medidas. Mas Nós preferimos ações inesperadas e resultados inusitados. As pessoas ficam felizes quando algo lhes acontece da mesma maneira como ocorre com as pessoas mais comuns; mas Nós lhes desejamos o Êxito maior. Ensinai a pesar o prejuízo verdadeiro e a utilidade dos acontecimentos.

 É difícil enviar às pessoas correntes de Êxito especial, quando elas evitam os caminhos especiais. Todos nós conhecemos pessoas cercadas de luxo. Mas se elas pudessem somente saber do que esse luxo as privou!

 As pessoas desejam continuar todos os seus hábitos costumeiros, esquecendo que os hábitos do corpo introduzem também hábitos do espírito. O espírito torna-se fraco e começa a temer ações corajosas.

Assim, as pessoas ficarão como todas as outras, com as mesmas alegrias e tristezas convencionais. Aprendamos a nos alegrar com os obstáculos, sabendo que o obstáculo bem-vindo torna-se um rápido sucesso.

E esse sucesso será como uma rede carregada de peixes. Portanto, dirijamos os olhos ao que nos circunda e compreendamos de que perigos estaremos salvos só pela devoção ao Mestre.

Mas freqüentemente acreditamos no Mestre nas grandes tarefas e ficamos confusos nas pequenas. Muitas vezes discernimos obstáculos grandes e deixamos escapar de nosso campo de visão uma multidão de pequenos. Mas um pequeno escorpião não notado ataca tanto quanto um grande.

Um olho de Águia é necessário para distinguir não a montanha, mas um pequeno grão de areia.

Do Agni Yoga

Trecho extraído:


 Boletim de Sinais
Nº 2 - página. 3
Abril a junho de 1999
Irdin Editora


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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Luz Sobre a Terra - Boletim de Sinais


LUZ SOBRE A TERRA

Furacões, inundações e terremotos têm ocorrido constantemente em várias regiões da Terra. De muitos modos esses desastres naturais podem ser encarados. De certo ponto de vista, pode-se dizer que a vida materializada nos lugares onde ocorrem é liberada para outras dimensões de existência. É uma limpeza que permite posterior renovação da Natureza, tão agredida pelo homem. Também quanto às pessoas que sofrem esses desastres, pode-se dizer que são liberadas de condições indesejáveis para o Espírito.

A Natureza, como Entidade inteligente, é capaz de destruir tudo o que não serve, que está desatualizado ou que afronta a integridade do Espírito. O desenvolvimento da consciência planetária, como um todo, não pode ser retardado por circunstâncias criadas pela presente civilização — condições subumanas de vida, de habitação, de abastecimento; laços afetivos viciados, inferiores ao estado que as almas estão preparadas para manifestar; anseios egoístas de satisfação e desejos sem levar em conta os demais e o meio ambiente. Assim, os desastres são um meio drástico de purificação.

Nessas manifestações da Natureza — das quais poucas áreas do planeta estão livres nesta época — não há conceitos morais ou sociais comuns; elas limpam, transformam, removem, dissolvem o que é negativo, com grande e profunda repercussão nos seres. Os principais efeitos de uma experiência forte como essa dão-se no interior das pessoas, no seu íntimo, nem sempre se revelam. Quando a destruição é vasta, pode haver profunda limpeza também no espaço etérico, com a colaboração dos ventos e das águas. Em tempos normais isso não é possível em grande proporção.

Há lições a aprender com esses acontecimentos, cada vez mais triviais e numerosos. Uma das primeiras é que, por lei, a Natureza recupera o espaço que lhe foi usurpado pelo homem. Assim, tendem a retornar ao curso original rios cujo trajeto foi mudado em nome da comodidade, do lucro ou de maior usufruto por parte de populações que normalmente desperdiçam água e não adquirem hábitos superiores de higiene. Outra coisa que se pode observar e com a qual muito se tem a aprender: nas destruições de florestas pelos ventos, as árvores nativas têm demonstrado ser as mais resistentes. As que caem logo têm sido as transplantadas de outras regiões pelo homem, as que compõem reflorestamentos realizados quase sempre por interesses espúrios.

 As ajudas humanitárias exercidas nessas ocasiões são uma oportunidade de equilíbrio, isto é, países que espoliaram outros são levados a devolver parte dos bens em forma de doações, embora em geral essa parte dos bens em forma de doações, embora em geral essa parte seja mínima em proporção aos desvios passados. Gestos de auxílio aliviam débitos de um povo para com outro e de um indivíduo para com outro.

A recuperação de áreas destruídas implica o exercício da solidariedade, e poucas ocasiões se apresentam tão propicias para o florescimento dessa virtude como as dos inevitáveis desastres naturais. Mas por que as pessoas não percebem internamente o perigo que se avizinha? Por que são apanhadas de surpresa, quando poderiam preparar-se melhor ou fugir desses desastres?

 A resposta é que, embora avisos gerais sempre tenham sido dados, embora há séculos se venham anunciando as transformações pelas quais a Terra passará e embora ultimamente tais avisos tenham chegado a detalhes, pouca importância lhes é dada. O comportamento não muda, os maus hábitos permanecem, tudo prossegue como sempre. E, por não levarem em consideração esses avisos, as pessoas perdem o direito de intuir a hora da chegada dos desastres, para que se resguardem até certo ponto.

Em Figueira existe um setor responsável pelo preparo de grupos e indivíduos para as crises que atingem muitas áreas do mundo. Esse setor conta com uma Equipe de Ação Imediata, que não só desenvolve treinamentos físicos e práticos, mas se dedica a reflexões filosóficas sobre a transição geral do planeta e da humanidade para estados de consciência futuros mais avançados.

Informações sobre as atividades da Equipe de Ação Imediata obtêm-se com a Secretaria Geral de Figueira.

Trecho extraído:

Boletim de Sinais
Nº 5  páginas. 1 e 2.
janeiro a março de 2000
Irdin Editora


sábado, 30 de agosto de 2014

Consciência – Vida Trigueirinho

CONSCIÊNCIA – VIDA
Trigueirinho
 EM NOSSA CAMINHADA ESPIRITUAL, vamos transcendendo o conceito que em geral se tem acerca de consciência. Para o senso comum vigente, consciência é a mente ou, quando muito, o que vem do plano intuitivo. As pessoas polarizadas entre o plano mental e o intuitivo, planos de onde vêm idéias, pensamentos e impulsos, acreditam que sua forma de percepção é a consciência propriamente dita. Mas nesses planos há só uma parte da consciência, a parte que se expressa ali. O que existe na mente e no plano intuitivo não é a consciência pura, nem a consciência completa do ser humano.

Para transcenderem seu conceito atual de consciência, essas pessoas precisariam parar um pouco e observar seus pensamentos. Ao fazerem isso, não deveriam confundi-los com a consciência. Da mesma forma, também deveriam observar as idéias que lhes surjam sem tê-las pensado sem confundi-las com a consciência. A partir daí, poderão encontrar o que está além.

Há em nós algo maior, superior ao nível dos pensamentos e das intuições, algo em que a mente normal não penetra. Se ficarmos calmamente assistindo ao que se passa na mente, cientes de que tudo aquilo é apenas uma parte da consciência, poderemos ter maior clareza. Passaremos a perceber realidades mais profundas sem planejar, e começaremos a nos identificar com esse nível superior que nos toca. Então, na presença de algum objeto, pessoa ou situação, em vez de automaticamente nos envolvermos com nossas idéias e preconceitos a seu respeito, veremos essas realidades.

Pode-se, por exemplo, estar diante de um acontecimento e saber para o que ele vai servir, sem haver pensado; ou pode-se estar diante de uma pessoa e perceber a realidade interna do seu ser. Quando isso começa a suceder, nossa vida muda por completo. Passamos a compreender melhor os fatos, a conhecer o outro mais verdadeiramente, sem chegar a pensar, sem nos basear no que ele diz, no que vemos nele, no que achamos dele.

Nessa descoberta, notamos que a consciência existe também nas coisas materiais que nos cercam, nos ambientes. Vemos que tudo é consciência, que a consciência é una. Quando atingimos esse ponto, passamos a entrar nos lugares com outra atitude, porque distinguimos o que se poderia chamar de “consciência ambiental”.

Tamanha ampliação traz significativo aprofundamento à nossa vida. Nossos sonhos mudam de qualidade e, ao despertar, notamos que algo se transformou em nós. A consciência vai trabalhando o nosso ser por dentro. E em dado momento ela emerge, seja qual for o estado do nosso ser exterior — queira  ele ou não, possa ou não segui-la. Ela romperá qualquer obstáculo e a veremos agir, veremos que nada precisamos fazer para estar completamente imbuídos nela. É uma energia maior, e mais cedo ou mais tarde nosso ser inteiro a seguirá.

A consciência começa a trabalhar o ser pelas  suas partes menos resistentes. Pouco a pouco, contudo, outras partes vão integrando-se nesse processo, que a tudo engloba: a matéria do corpo material, do corpo emocional e do corpo mental, o ambiente, o mundo. A consciência, que é una, faz isso para penetrar tudo e despertar a luz que há dentro de tudo, faz isso para sutilizar, elevar, expandir. Ela tudo transforma. É viva. Sua expansão diviniza a vida. E a vida, ao ser divinizada, transforma-se ainda mais e se torna, então, consciência pura.

(Texto de uma palestra de Trigueirinho)

Trecho extraído:

 Boletim de Sinais
Nº 10 – página. 5
Maio a  agosto de 2001
Irdin Editora

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